Parar. Abafar o ruído que nos chega de todos os lados – da rua, de casa, da família, dos amigos -, fechar os olhos à poluição visual, esquecer as obrigações que nos fazem correr a cada minuto. Parar. Respirar. Inspirar bem fundo, com todo o nosso corpo e ser, sentir o oxigénio a entrar e a alimentar todas as nossas células, esse ar limpo que a natureza nos dá e que nem agradecemos, expirar todo o ar e com ele enviar todas as preocupações, questões, dúvidas, medos. Parar. Um minuto, basta. É suficiente para enviar a energia necessária ao corpo para que ele continue, a energia necessária a nós, àquele pedaço do nosso ser que nem sempre nos damos conta de que existe, mas que está ali; é esse pedacinho que nos move, que nos obriga a tomar ações. Esse ser que nos faz rir e chorar; tantas vezes menosprezado pela superficialidade. Inspira e expira; abre os olhos e vê: estarás no mesmo sítio em que estavas antes de parar? Se sim, fecha os olhos, inspira e expira e volta a abrir: não estarão as cores mais vivas? Não será o azul do céu ainda mais azul do que era, luminoso? Agora sim, agir, tomar decisões, movimentos, caminhar, andar. E de cada vez que não conseguires perceber onde estás, qual o caminho que deves seguir, quem és… tira um minuto, apenas, inspira e expira. E segue caminho.



